
As vezes me sinto quase invisível num mundo cheio de monstros, caras, pessoas, desejos e desafios.
(OXI-gênio da palavra)

Pra quê, chorar? Sofrer? Se há um Deus que tudo pode por você. Pra quê, solidão? Deixe Jesus entrar no seu coração.
(Source: dizosenhor)
“Sou muito estranha. Tipo, muito mesmo. Sou daquelas que canta sozinha, grita, esperneia e dança, mas quando estou em ‘público’ não passo de uma santa. Pode dizer-me que sou uma falsa e tudo mais, mas na verdade o meu problema é a timidez. Faço textos, redações, crônicas e raramente poemas, mas quando pedem para eu ler, eu simplesmente faço aquela cara de: “hoje não”. Tenho medo de coisas bobas e também do que nunca vi, como borboletas, escuro, bonecas, monstros, fantasmas. Mas nunca deixo de assistir um bom filme de terror. Em um dia escuto The Runaways, Guns N’ Roses e Scorpions, no outro? Adele, Band of Horses e Radiohead. Tenho esse jeito meio sem jeito de inventar problemas naquilo que está perfeito e encontrar imperfeições nas pequenas coisinhas. Prefiro andar de All Star do que ter uma coleção de saltos Louboutin. Gosto mesmo é de moletons, shorts e um bom fone de ouvido. Deus que me livre de vestidos! Agora você deve estar pensando que eu não sou uma menina, mas sim. Eu sou, caralho. Falo palavrão mesmo, e ai? Isso não me faz nem pior nem melhor que ninguém. Jogo video-game e me viro junto com o controle, falo para o ‘bonequinho’ morrer mesmo sabendo que não vai adiantar. Tento tocar violão mas a única coisa que eu sei fazer e passar a mão rapidamente em todas as cordas de cima pra baixo. Estou nem ai para iPhones e iPads, fico muito feliz com o meu C3 enfeitado com a bandeira da Inglaterra. Não ligo muito para as coisas materiais, tendo um motivo para sorrir, já me deixa muito melhor. Tenho uma mania incansável de falar: ‘vish’, ‘talvez’, ‘véi’ e ‘tipo’, mas sempre tento dar uma de culta quando estou falando com alguém pela primeira vez. Morro de rir assistindo ‘Crepúsculo’ e choro assistindo ‘Gladiador’. A bipolaridade nem me persegue, né? Sou irônica, tipo, muito mesmo. Me irrito facilmente e choro quando estou nervosa. Decoro frases de livros, mas matéria de prova? É ruim, hein? Sou meio louca, ou melhor, completamente. Passo metade do meu dia tentando devaneios e a outra metade tentando recuperar o que eu perdi. Eu gosto de estudar, sério mesmo. Mas eu não sou nerd, eu apenas estudo, ok? OK. Sonho em viajar para os ‘quatro cantos’ do mundo e aprender tudo o que é tipo de língua e costume. Só sonho, porque acho meio difícil de acontecer. Não gosto de pessoas grudentas que fica te abraçando a cada 5 segundos, sabe? E prefiro ficar quieta no meu canto do que ficar conversando sobre fofocas. E se tem uma coisa que eu não suporto neste mundo é falsidade. Oh, Senhor. Por que isso existe? Ou melhor, por que as pessoas insistem em ser o que não são? Deus, livrai-me de tudo o que atrai a hipocrisia. Outra coisa que vivem me perguntando: Por que diabos eu escrevo? Escrevo para decodificar tudo o que eu sinto, para saber quem eu realmente sou e também se sei escrever certo. Não gosto de praia, mudo de assunto muito rápido e prefiro ler livros do que ir a shoppings. Quando eu crescer, ou melhor, quando eu ‘amadurecer’ (porque altura eu já tenho de sobra), quero ter uns 3 filhos, no mínimo. Consigo dar conselhos, acho que de modéstia parte, úteis para as minhas raras amigas e não sigo quase nada do que eu falo. Tenho uma nostalgia enorme de várias coisas, mas sei que são impossíveis de recuperá-las. Sou imperfeita, cheia de erros. Não vou falar que não julgo ninguém porque senão eu estaria mentindo para mim mesma. Guardo meus verdadeiros sentimento aqui dentro, a sete chaves, trancas e cofre de ultima geração. Tenho um jeito estranho de ser, muito, muito mesmo. Mas estou nem ai para o que dizem sobre mim. Jogo um ‘foda-se’ logo de cara e vou-me embora ser feliz. Invento palavras idiotas, dou risadas sobre coisas bestas, mas também sei ser séria na hora certa. Sou completamente, um paradoxo de loucuras.

Meu coração deveria morrer. Digo, no modo sentimentalista obviamente, pois sem o coração, literalmente seria impossível viver. É tanto sentimento junto, é tanta besteira acumulada que creio que chegará o dia em que irei implodir. Eu estava sentada no meu sofá pensando em como poderia liberar tudo isso para um folha velha de papel, descobri que tecnicamente é impossível, pois quando se trata de nós mesmo, a situação se reverte completamente, sem dar chances de respirar. Procurando me focalizar em você, as mais belas palavras vem-me a cabeça, mas ao mesmo tempo tem aquele pequeno ódio que por segundos deixo que cresça dentro de mim. Então não pergunte o porquê disso querido. Amor é uma coisa doida não é? Faz com que você ame desesperadamente um ser feito de carne e osso também e ao mesmo tempo odiar profundamente aquela mesma pessoa. É bom enquanto dura, enquanto você acha que o outro poderia estar gostando de você também. Ai passa tudo, nada é a mesma coisa, ele muda, você também, e tudo isso vira a coisa mais desnecessária já sentida pelo homem. Você para de acreditar em horas iguais, e olha que coincidência, são 08:08am, mas não estou nem ai, é tudo besteira, é tudo sofrimento. Quem foi que disse que é bom ”morrer de amores” por alguém que nem por perto te tem? Poesias, canções, as próprias horas iguais, o coração. E depois de tudo isso, de todas essas coisas que não são úteis, quando você tenta não gostar de alguém. Em quem será que pensei ao escrever esse texto então? Peguei a folha de papel, a-amacei, joguei no lixo e disse -Quer saber? Foda-se. Nunca saíram antes palavras mais sinceras de minha boca.